É possível prever quantas pessoas terão diabetes tipo 2 em seu bairro?

Quando pensamos em ‘mecanismos de buscas na internet’, logo vêm à cabeça a ideia de websites que trazem as respostas às questões que mais nos interessam. Mecanismos como o Google, por exemplo, já fazem parte do cotidiano de centenas de milhões de usuários, que realizam mais de 3.5 bilhões de buscas todos os dias. Em meio a tantos dados e a um número exorbitante de questões sendo perguntadas diariamente, é possível tirar algumas conclusões surpreendentes sobre o comportamento humano. Entre elas, como está a nossa relação com o diabetes tipo 2.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Warwick, na Inglaterra, avaliar o número de buscas por determinadas palavras-chave em sites como o Google ou em redes sociais pode fornecer importantes pistas sobre a probabilidade de uma doença se propagar em uma cidade – ou até mesmo em um bairro. A conclusão pode auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas para melhor controle do diabetes tipo 2 e em novas estratégias para prevenir a doença.

GOOGLE TRENDS E DADOS DE SAÚDE – UMA FORTE CORRELAÇÃO

O estudo em questão foi publicado em julho do ano passado na revista científica Scientific Reports, do respeitado grupo editorial Nature.

Nele, os pesquisadores compararam dois fatores: termos e expressões utilizadas pelos moradores de Londres, na Inglaterra, em suas buscas no Google e a incidência de diabetes tipo 2 na cidade ao longo do tempo.

Foram utilizados, no estudo, dados completos sobre a saúde da população, como gênero, idade, peso, índice de massa corporal (IMC) e histórico familiar de diabetes. Tais informações foram comparadas, depois, aos dados do Google Trends (saiba mais sobre esse sistema logo abaixo!) de habitantes da região central de Londres, com especial atenção para taxas de flutuação de palavras-chave relacionadas aos fatores de risco para o diabetes. Alguns exemplos de termos analisados foram…

  • como perder peso”,
  • tratamento de pressão alta”,
  • como parar de fumar”,
  • assim como o próprio termo “diabetes” e variações.

Os resultados mostraram uma correlação intensa, ao longo dos anos, entre o aumento de buscas por termos relacionados ao diabetes e a incidência da doença na população.

“O comportamento de se autodiagnosticar por meio de buscas online pode ser utilizado como uma ferramenta para o monitoramento, em tempo real, de questões relacionadas à saúde, com maior potencial nos casos de doenças crônicas e não-transmissíveis”, diz Nataliya Tkachenko, primeira autora do artigo.

 

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